A arte e engenho do ilusionismo tecnológico

Certos dispositivos tecnológicos parecem verdadeiras caixas de magia: interfaces bonitas e fluídas, aplicações que respondem ao toque e movimento do utilizador. Para os Magos 2.0 os truques agora são outros.

O mundo do inexplicável e do faz de conta ganhou utensílios de respeito. A cartola preta foi substituída por tablets e smartphones enquanto o coelho deu lugar às aplicações e animações vídeo sincronizadas. E se para fazer um bom truque de cartas são precisos baralhos específicos, então para o ilusionismo tecnológico o trunfo parece ser o iPad da Apple. O tablet da multinacional norte americana tem sido estrela em diversas demonstrações de magia tecnológica como a que pode ver no seguinte vídeo:

O artista do vídeo é Shinya Uchida, um mágico japonês mais conhecido por SalaryMagician no mundo online. O seu primeiro número foi feito à porta de uma Apple Store nipónica e foi um sucesso de visualizações no Youtube. Ao mesmo tempo abriu as portas da magia digital interactiva e o «desporto» é tão que recente que a falta de prática é visivel em alguns momentos da actuação. Estávamos no distante ano de 2010. Agora Uchida tem-se dedicado ao ilusionismo tecnológico e até já desenvolveu aplicações que permitem aos utilizadores reproduzir os truques em casa. A app iCoin é um desses exemplos e pode ver no seguinte vídeo como dar a volta aos seus amigos:

A moda de pegar num iPad e fazer truques de magia espalhou-se entretanto a outros cantos do planeta. Simon Pierro, estranhamento um mágico alemão, é dos mais falados e dos mais badalados no mundo do cibernatural. Declaradamente, Pierro tem um gosto especial pelo iPad e os seus vídeos mais famosos têm precedido alguns lançamentos da Apple – aconteceu antes do iOS5 chegar aos consumidores, e numa altura em que o novo iPad é tão falado, este David Copperfield dos gadgets decidiu mostrar ao mundo como seria a terceira geração do tablet da empresa de Cupertino, mesmo antes de chegar aos mercados:

Mais recentemente foi a vez de Charlie Caper e Erik Rosales de pegarem num conjunto de iPads e deixarem a plateia de boca aberta. Numa apresentação cultural e ecológica sobre a cidade de Estocolmo, os dois mágicos misturaram de uma maneira bastante convincente, realidade com virtualidade. A sincronização e a memorização das peças a serem utilizadas conferem ao número uma maior fluidez e percepção de magia verdadeira.

As capacidades de tablets e smartphones parecem inesgotáveis. Os Houdini’s dos tempos modernos conseguiram dar mais uma utilidade aos dispositivos móveis que poucos teriam a capacidade de conseguir prever: fazer magia. Com o desenvolvimentos das tecnologias, tanto em hardware como em software, não seria de todo um espanto que daqui a uns tempos a magia tecnológica se vincasse como um nicho nas artes de fazer o impossível. Será que Hogwarts vai substituir os livros empoeirados de poções e feitiços por ebooks e tablets?

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