O tecnologia.com.pt mudou de visual. Envie-nos aqui a sua opinião, feedback ou sugestões.
Olá, efectue login com as suas credenciais do fórum ou registe-se aqui
Pesquise no fórum

Autor Tópico: Futuro da Internet em risco?  (Lida 1234 vezes)

Offline Umbus

  • Eternal Poster
  • *
  • Mensagens: 4595
  • Sexo: Masculino
    • Email
Futuro da Internet em risco?
« em: Novembro 15, 2010, 12:13:42 pm »
Já várias entidades vieram alertar para a necessidade de migrar para a versão 6 do protocolo de Internet e Vinton Cerf, considerado um dos pais da grande rede, é mais uma voz concordante. O investigador defende que a mudança para o IPv6 tem de ser levada a sério e deve ser imediata, antes que a Internet entre em colapso.

Há algum tempo que os especialistas afirmam que o actual sistema de endereços (IPv4) não terá capacidade para dar resposta ao crescimento da Internet a partir de 2012, altura em que terá atingido os seus pouco mais de 4 mil milhões de endereços disponíveis.

A versão 6 do protocolo de Internet permitirá criar um sistema de endereçamento quase ilimitado, mas o processo de adesão à norma está a revelar-se demasiado lento face ao nível de crescimento das solicitações, atendendo ao cada vez maior número de dispositivos ligados à grande rede.

"Chegados a esse ponto, a rede ficará instável, por isso é tão necessário começar imediatamente a migração para o novo esquema de endereços. Ou mudamos ou a Internet deixa de crescer e não será ampliável", referiu Vinton Cerf, citado pela BBC.

O grande problema na migração de um protocolo para o outro é que estes não são compatíveis, ou seja, à medida que "partes" da Internet são convertidas para o IPv6, os utilizadores ainda no IPv4 podem não conseguir aceder ao site, recurso ou serviço que pretendem.

"A rede não vai parar de funcionar durante a mudança, mas o acesso pode ficar 'irregular'". Essa instabilidade pode prolongar-se no tempo, sugeriu o especialista, apontando a Google - empresa para a qual trabalha actualmente - como exemplo, ao referir que a gigante das buscas demorou três anos até implementar a sua rede IPv6.

Actualmente, apenas cerca de um por cento do tráfego Internet é enviado através do IPv6. Alguns países, como a China e a República Checa, já registam grandes avanços na utilização da norma, mas outros ainda nem sequer começaram, acusa Vinton Cerf, acrescentando que a mudança para o protocolo tem de ser uma prioridade mundial.

Fonte: TeK






Offline d.martins

  • Enthusiast Member
  • *
  • Mensagens: 445
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #1 em: Novembro 15, 2010, 15:52:35 pm »
Existem modos de manter os dois protocolos, mas a questão centra-se nos preços, ninguém quer gastar um único cêntimo nestas coisas, o lucro é que importa.
www.belver.org - A Vila mais bonita de Portugal na Internet;

Offline PeteFCT

  • Senior Member
  • *
  • Mensagens: 180
  • Sexo: Masculino
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #2 em: Dezembro 30, 2010, 16:06:53 pm »
Só numa fase de transição é que tem lógica ter os dois.

Um problema é ter recursos para implementar os dois, outro também é que é preciso meter muitos servidores offline para a implementação do mesmo.

Só vejo a transição a começar a acontecer quando se estiver mesmo no limite da v4

Offline tiga23

  • Techie Beyond Description
  • *
  • Mensagens: 1774
  • Sexo: Masculino
  • Rallye addicted
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #3 em: Dezembro 30, 2010, 17:12:41 pm »
e ja nao falta muito para chegar ao limite...

Offline Umbus

  • Eternal Poster
  • *
  • Mensagens: 4595
  • Sexo: Masculino
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #4 em: Dezembro 30, 2010, 22:57:57 pm »
Vamos a ver, mas nao acho que va haver tanto problema como se especula-se






Offline tiga23

  • Techie Beyond Description
  • *
  • Mensagens: 1774
  • Sexo: Masculino
  • Rallye addicted
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #5 em: Dezembro 31, 2010, 11:23:27 am »
e uma questao de tempo, mas acredito que no fim do proximo ano ja estejamos a usa o ipv6

Offline Umbus

  • Eternal Poster
  • *
  • Mensagens: 4595
  • Sexo: Masculino
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #6 em: Dezembro 31, 2010, 14:54:49 pm »
Talvez, tudo depende de como as coisas acontecerem daqui para a frente






Offline tiga23

  • Techie Beyond Description
  • *
  • Mensagens: 1774
  • Sexo: Masculino
  • Rallye addicted
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #7 em: Janeiro 01, 2011, 21:16:37 pm »
e como e que os ISP's vao fazer...

Offline brunoais

  • Newbie
  • *
  • Mensagens: 30
  • Sexo: Masculino
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #8 em: Junho 29, 2011, 09:37:16 am »
Para vossa informação. Já aconteceu. Já não existem ip ipv4 disponíveis. Podem haver algums comprados e não usados mas livres já n existem.

Offline jonhyhvaftn

  • Distinguished Member
  • *
  • Mensagens: 617
  • Sexo: Masculino
  • Eu =)
    • SEm SIte de Momento
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #9 em: Junho 29, 2011, 10:22:13 am »
Bem eu em redes sou um nabo, alguém me pode esplicar isso ai de cima por palavras mais faceis sff?

Offline tommy v.

  • Senior Member
  • *
  • Mensagens: 163
  • Sexo: Masculino
    • Exames código da estrada
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #10 em: Junho 29, 2011, 12:52:24 pm »
Antes de mais há que perceber que o IP é um protocolo L3 e não um simples número.

Actualmente o nivel 3 da Internet, também conhecido por nível de rede, é a camada que presta serviços ao L4 e pede serviços ao L2.

Basicamente a função do L3 é encapsular os pacotes TCP ou UDP da L4 e fazer o chamado routing, ou seja, arranjar o caminho óptimo para o destino, aqui podem-se usar várias estratégias para conhecer a rede.

No fim disto tudo o L3 terá de passar um pacote para o L2 com os seus dados, e é aqui que entra o endereço ip.
Para isto tudo funcionar definiu-se nos primórdios da internet que cada máquina teria de ter um endereço de ip único, á semelhança do endereço MAC que é usado pela L2.
E aqui criou-se um identificador binário com 32bits, ou seja 2^32 combinações únicas possíveis. Além disto separou-se estes endereços em classes.

Classe A : 1º bit a 0 , ficando com 24bits para identificar o Host e 8 bits para a rede
Classe B : bits iniciais 10 , ficando com 16 bits para host e 16 para rede.
Classe C : Bits iniciais 110, cm 24bits para rede e 8 para host

Aqui pode-se já ver um problema temos endereços da classe A que permitem 2^8 redes mas permitem um enorme numero de máquinas na rede algo como 2^24. E a classe C é o oposto desta muitas redes e poucos computadores por rede.
E no meio temos a classe B que está meio meio.
A estes endereços disponíveis tiram-se alguns reservados como o endereço de difusão loopback, privados etc.
Nota: os endereços privados não são regulados pela ICANN, mas estes endereços nunca podem ser usados para construir um pacote IP para fora da rede.


Isto resultava bem no inicio quando eram apenas umas centenas de instituições que se ligavam á internet.

Quando esta se massificou houve a necessidade de acabar com os endereços desperdiçados nas classes, principalmente na classe C, que só permitia 2^8 máquinas por rede.
Então criou-se o Classless Addressing.
A partir deste ponto a noção de classe de endereço praticamente acabou, o que provocou uma mudança relativamente grande nas tabelas de encaminhamento dos routers e na forma como os ip's eram atribuídos. Além disso teve-se de definir a mascara de rede, basicamente a mascara de rede indica que parte do endereço ip diz respeito à rede e qual a parte que diz respeito ao host. Agora uma instituição podia comprar um único endereço de classe C e construir centenas de sub-redes em cima dele

Isto criou muitos problemas que tiveram de ser resolvidos entre os quais.
-Tabelas de encaminhamento dos  routers deixavam de ser válidas
-Teve-se de se criar o DHCP, pois neste caso é possível duas máquinas terem o mesmo endereço ip.Mas nunca duas máquinas terem o mesmo endereço ip na mesma rede! O DHCP previne estes casos, mas traz um inconveniente que é ter de adicionar um servidor DHCP a todas as redes.
-Dentro da rede usam-se endereços privados, estes endereços nunca podem sair num pacote para fora da rede.!!
Por exemplo o servidor DHCP do vosso ISP atribui-vos um endereço publico e dentro da vossa rede cada máquina tem um endereço privado, normalmente de "classe C" do tipo 192.xxx
Todos os pacotes para a vossa rede, seja para que máquina for tem sempre o endereço público.
- Devido a endereços privados não saírem para fora da rede criou-se as NATS, mas estas tem algumas desvantagens.

Desvantagens das NAts:
-Não cumprem com a ideia original da pilha de comunicaçõs que diz que um protocolo do nivel X não tem de conhecer a estrutura de dados de um nivel  Y.
-A nat baseia-se na estrutura de dados do TCP e UDP, caso estes mudem as NAts simplesmente deixam de funcionar.


Mas como estas soluções todas já estavam saturadas, avançou-se com o IPV6, este já começou a ser estudado ainda antes das NAts e ips sem classes.
Agora em vez de 32bits para o endereço ip temos 128bits, ou seja 2^128 combinações possíveis.Além disso a estrutura do pacote IP também foi alterada, acrescentara-se campos novos e retirara-se outros que já não eram usados.

Não sei se me expliquei bem, mas um bom sitio para estudar isto, é num dos livros do Tannenbaum.   :)
« Última modificação: Junho 29, 2011, 12:55:02 pm por tommy v. »

Offline jonhyhvaftn

  • Distinguished Member
  • *
  • Mensagens: 617
  • Sexo: Masculino
  • Eu =)
    • SEm SIte de Momento
    • Email
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #11 em: Junho 29, 2011, 12:55:34 pm »
Antes de mais há que perceber que o IP é um protocolo L3 e não um simples número.

Actualmente o nivel 3 da Internet, também conhecido por nível de rede, é a camada que presta serviços ao L4 e pede serviços ao L2.

Basicamente a função do L3 é encapsular os pacotes TCP ou UDP da L4 e fazer o chamado routing, ou seja, arranjar o caminho óptimo para o destino, aqui podem-se usar várias estratégias para conhecer a rede.

No fim disto tudo o L3 terá de passar um pacote para o L2 com os seus dados, e é aqui que entra o endereço ip.
Para isto tudo funcionar definiu-se nos primórdios da internet que cada máquina teria de ter um endereço de ip único, á semelhança do endereço MAC que é usado pela L2.
E aqui criou-se um identificador binário com 32bits, ou seja 2^32 combinações únicas possíveis. Além disto separou-se estes endereços em classes.

Classe A : 1º bit a 0 , ficando com 24bits para identificar o Host e 8 bits para a rede
Classe B : bits iniciais 10 , ficando com 16 bits para host e 16 para rede.
Classe C : Bits iniciais 110, cm 24bits para rede e 8 para host

Aqui pode-se já ver um problema temos endereços da classe A que permitem 2^8 redes mas permitem um enorme numero de máquinas na rede algo como 2^24. E a classe C é o oposto desta muitas redes e poucos computadores por rede.
E no meio temos a classe B que está meio meio.
A estes endereços disponíveis tiram-se alguns reservados como o endereço de difusão loopback, privados etc.
Nota: os endereços privados não são regulados pela ICANN, mas estes endereços nunca podem ser usados para construir um pacote IP para fora da rede.


Isto resultava bem no inicio quando eram apenas umas centenas de instituições que se ligavam á internet.

Quando esta se massificou houve a necessidade de acabar com os endereços desperdiçados nas classes, principalmente na classe C, que só permitia 2^8 máquinas por rede.
Então criou-se o Classless Addressing.
A partir deste ponto a noção de classe de endereço praticamente acabou, o que provocou uma mudança relativamente grande nas tabelas de encaminhamento dos routers e na forma como os ip's eram atribuídos. Além disso teve-se de definir a mascara de rede, basicamente a mascara de rede indica que parte do endereço ip diz respeito à rede e qual a parte que diz respeito ao host. Agora uma instituição podia comprar um único endereço de classe C e construir centenas de sub-redes em cima dele

Isto criou muitos problemas que tiveram de ser resolvidos entre os quais.
-Tabelas de encaminhamento dos  routers deixavam de ser válidas
-Teve-se de se criar o DHCP, pois neste caso é possível duas máquinas terem o mesmo endereço ip.Mas nunca duas máquinas terem o mesmo endereço ip na mesma rede! O DHCP previne estes casos, mas traz um inconveniente que é ter de adicionar um servidor DHCP a todas as redes.
-Dentro da rede usam-se endereços privados, estes endereços nunca podem sair num pacote para fora da rede.!!
Por exemplo o servidor DHCP do vosso ISP atribui-vos um endereço publico e dentro da vossa rede cada máquina tem um endereço privado, normalmente de "classe C" do tipo 192.xxx
Todos os pacotes para a vossa rede, seja para que máquina for tem sempre o endereço público.
- Devido a endereços privados não saírem para fora da rede criou-se as NATS, mas estas tem algumas desvantagens.

Desvantagens das NAts:
-Não cumprem com a ideia original da pilha de comunicaçõs que diz que um protocolo do nivel X não tem de conhecer a estrutura de dados de um nivel  Y.
-A nat baseia-se na estrutura de dados do TCP e UDP, caso estes mudem as NAts simplesmente deixam de funcionar.


Mas como estas soluções todas já estavam saturadas, avançou-se com o IPV6, este já começou a ser estudado ainda antes das NAts e ips sem classes.
Agora em vez de 32bits para o endereço ip temos 128bits, ou seja 2^128 combinações possíveis.Além disso a estrutura do pacote IP também foi alterada, acrescentara-se campos novos e retirara-se outros que já não eram usados.

Não sei se me expliquei bem, mas um bom sitio para estudar isto, é num dos livros do Tannenbaum.   :)

Nao percebi bem ainda pq e q o IPV4 nao serve e tem de se  ir po IPV6  ;D

Offline tommy v.

  • Senior Member
  • *
  • Mensagens: 163
  • Sexo: Masculino
    • Exames código da estrada
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #12 em: Junho 29, 2011, 13:02:01 pm »
Como eu disse em ipv4 existem apenas 2^32 (menos os endereços privados) endereços para identificar máquinas e redes.
Como já deves ter reparado hoje em dia tudo se baseia na Internet, até os frigoríficos já tem ligação á Internet, logo estes endereços únicos estão-se a esgotar, logo é necessário arranjar mais, dai passou-se a usar 128bits para endereça máquinas, ou seja 2^128 endereços.

Os endereços ipv4 ainda não acabaram, há muitos mas de classe A principalmente, estes ninguém os quer, a ideia principal era reformular o protocolo inteiro e não apenas o endereço.

Offline ElectroescadaS

  • Senior Member
  • *
  • Mensagens: 141
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #13 em: Junho 29, 2011, 14:08:33 pm »
Pergunta estúpida. Em que ponto isto me vai afectar? Vou ter de mudar a rede de casa? Novos serviços de Internet? Novas cablagens???

Expliquem-me como se fosse burro... ;D

Offline tommy v.

  • Senior Member
  • *
  • Mensagens: 163
  • Sexo: Masculino
    • Exames código da estrada
Re: Futuro da Internet em risco?
« Responder #14 em: Junho 29, 2011, 14:52:14 pm »
Para o utilizador final não haverá qualquer alteração, a não ser em casos que o router já seja bastante antigo e ainda não tenha capacidade de analisar pacotes ipv6.

As grandes alterações vão mesmo ser aos níveis dos Tiers 2 e 3, também conhecidos por isp's.

AS cablagens não são alteradas, só se vai mexer em software, nomeadamente na estrutura do pacote ip. O único hardware que será alterado será ao nivel dos isp's, como as Nat's e servidores DHCP por exemplo.